Ávidos por outras culturas, jovens copiam estilos gringos
Matéria de Rafael Rocha - Publicado no Jornal OTEMPO em 09/05/2010
É da paixão pela cultura japonesa que surgiu o movimento otaku (no Japão, o termo significa fã de algo). Eeventos de anime e mangás (desenhos animados e quadrinhos nipônicos) atraem cada vez mais frequentadores em Belo Horizonte.
Usando roupas coloridas, bottons e, muitas vezes, encarnando estilo de personagens dos desenhos - o chamado cosplay -, a tribo é febre entre os jovens, que cresceram vendo na televisão desenhos como Pokémon e Cavaleiros do Zodíaco.
O estudante Júlio Eller, 18, curte tanto a cultura japonesa que pensa em estudar o idioma assim que possível. Por ser um admirador do rock feito no Japão, também é da turma dos J-rockers. Como a maioria dos otakus, só compra gibis que são lidos de trás para frente. "É um universo que não tem limite, todo mundo já nasce otaku", acredita. Foi em eventos do gênero que conheceu sua otome (menina da tribo otaku). Desde então, Júlio e Isabelle não se desgrudam. Mas comportamento tão peculiar acaba manifestando estranheza. A estudante reclama do preconceito: "As pessoas ficam olhando, já fomos até expulsos do shopping".
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Iogurte de extrato de soja vira bebida oficial da turma japa
Seja na praça Sete, praça da Liberdade ou praça da Savassi, esbarrar com um fã da cultura japonesa é algo comum em Belo Horizonte. Grande concentração deles visita todos os dias a loja Otaku Anime, de Christiano Avelar, 35, empresário que, claro, também aprecia a cultura do país dos sol nascente.
Foi do hobby por ler mangás e ver animes que ele acabou decidindo abrir, há um ano, sua própria loja. "A galera sempre vem comprar camisetas e bottons temáticos", diz Christiano, que também incentiva seu filho de 11 anos. "Ele vem à loja e usa as camisas", diz.
Um item de grande sucesso é o mupy, espécie de iogurte de frutas com extrato de soja. "Todo otaku bebe o mupy, é um cult entre a galera", ensina o estudante Júlio Eller, frequentador da loja. (RRo)



